Correios entram em greve por tempo indeterminado em nove estados

noticias 18 dez 25

Sindicatos que representam trabalhadores dos Correios iniciaram, desde a última quarta-feira (17), uma greve por tempo indeterminado em nove estados brasileiros. O movimento ocorre em meio a protestos contra medidas adotadas pela estatal, à ausência de um novo acordo coletivo de trabalho e à reivindicação de reajuste salarial para a categoria.

Atualmente, os Correios contam com 36 sindicatos que representam seus trabalhadores em todo o país. Desses, 24 não aderiram à paralisação. A greve dos Correios envolve entidades sindicais dos estados do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo o SINTECT-RJ, sindicato que representa os trabalhadores dos Correios no Rio de Janeiro, a decisão pela greve é resultado de um cenário de impasses e frustração nas negociações com a empresa. Em comunicado, a entidade afirmou que a mobilização busca garantir valorização profissional, melhores condições de trabalho e a preservação de direitos históricos da categoria.

Quais são as reivindicações da greve dos Correios?

Durante a paralisação, os sindicatos dos Correios apresentam uma série de demandas relacionadas a salários e benefícios trabalhistas. Entre os principais pontos reivindicados estão:

  • Reajuste salarial com reposição integral da inflação;
  • Manutenção de direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT);
  • Adicional de 70% no período de férias;
  • Pagamento de 200% para trabalho aos finais de semana;
  • Concessão do chamado “vale-peru”, no valor de R$ 2,5 mil.

Correios afirmam que serviços seguem funcionando

Em nota oficial, os Correios informaram que a adesão à greve é parcial e localizada. Segundo a estatal, todas as agências permanecem abertas e as entregas continuam sendo realizadas em todo o território nacional.

A empresa destacou ainda que cerca de 91% do efetivo esteve em atividade na quarta-feira (17) e que foram adotadas medidas contingenciais para assegurar a continuidade dos serviços essenciais à população.

Até o momento, não há previsão para o encerramento da greve dos Correios. A continuidade da paralisação depende do avanço nas negociações entre a empresa e os sindicatos.

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