Anvisa suspende comercialização de medicamentos das marcas Needs e Bwell
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e propaganda de todos os medicamentos vinculados às marcas Needs e Bwell. Ambas as linhas pertencem ao grupo RD Saúde, conglomerado que controla as redes de farmácias Droga Raia e Drogasil.
Fundamentação da Medida
De acordo com o órgão regulador, a decisão fundamenta-se na ausência de Autorização de Funcionamento (AFE) das marcas para a atividade de produção de medicamentos. A legislação sanitária vigente exige que detentoras de marcas próprias que atuem no segmento farmacêutico possuam licenças específicas para garantir a rastreabilidade e a segurança dos insumos.
A autarquia esclareceu que a proibição é restrita estritamente aos itens classificados como medicamentos. Dessa forma, a venda de suplementos alimentares da marca Bwell (como vitaminas e ômegas) e de cosméticos ou itens de higiene da marca Needs permanece autorizada e sem restrições.
Contraponto da RD Saúde
Em comunicado oficial, o grupo RD Saúde informou que não atua diretamente na fabricação dos itens. A empresa sustenta que os medicamentos em questão são produzidos por indústrias farmacêuticas terceirizadas, devidamente licenciadas e autorizadas pela própria Anvisa. O grupo reiterou que todos os produtos possuem registro ativo e anunciou que apresentará um recurso administrativo junto à agência para regularizar a situação.
Outras Resoluções Sanitárias
Saneantes Irregulares Paralelamente, a Anvisa interditou todos os lotes fabricados até abril de 2024 da marca “Solubrillho Soluções de Limpeza”. A fiscalização identificou que a fabricante não possui registro de CNPJ nem autorização de funcionamento, o que configura infração às leis de vigilância sanitária por origem desconhecida.
Resíduos em Alimentos O mais recente relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) indicou que 20,6% das amostras analisadas no ciclo de 2024 apresentaram inconformidades. O monitoramento, realizado em 88 municípios, apontou riscos agudos em 12 amostras específicas, reforçando o alerta para a necessidade de protocolos rigorosos de higienização por parte dos consumidores.